A Resolução de Problemas caracteriza-se quanto ao seu papel no ensino de Matemática, segundo Diniz e Smole (2001), por meio de cinco concepções que não se excluem e sim se complementam. São elas:
(a)Resolução de Problemas como meta: de acordo com Diniz e Smole (2001), ela é compreendida de forma simplista, como sendo o único objetivo do ensino de matemática, ou seja, todo o processo de ensino da disciplina em questão busca exclusivamente levar o aluno a resolver problemas. Os currículos são voltados ao desenvolvimento no aluno de condições adequadas para que ele consiga ter acesso às informações e conceitos necessários e assim poder enfrentar e resolver problemas.
(b)Resolução de Problemas como processo: neste caso, segundo Diniz e Smole (2001) um processo de aplicação onde o solucionador deverá aplicar seus conhecimentos prévios em situações novas. As implicações deste entendimento sobre a Resolução de Problemas no ensino da Matemática enfatizam o enfoque dado aos procedimentos ou passos utilizados para chegar a uma determinada solução. As respostas dos problemas, até então muito consideradas, perderam sua importância. Surgem nesta concepção à classificação de tipos de problemas, tipos de estratégias de resolução e esquemas norteados por passos a serem seguidos.
(c) Resolução de Problemas como habilidade básica: sugere, segundo as autoras, uma competência mínima para que o indivíduo possa ser inserido no mundo do conhecimento e do trabalho. No final dos anos 1970 e 1980, as indicações de que os alunos precisavam saber resolver problemas trazem implicações ao ensino de matemática como maior atenção na escolha de técnicas para se resolver um problema e quais os tipos deveriam ser ensinados aos alunos.
(d) Resolução de Problemas como metodologia: caracteriza-se pela utilização de um problema detonador ou desafiador que pudesse desencadear o ensino e a aprendizagem de conhecimentos matemáticos. Trabalhar com problemas abertos, problematizações ou na formulação de problemas em projetos também se enquadra nesta concepção.
(e) Resolução de problemas como perspectiva metodológica: além de considerar como problema toda situação que permita alguma problematização, busca, fora propor esta situação-problema, resolvê-la, questionar a própria situação inicial proposta e as respostas obtidas. O aluno deve manter uma postura de investigação científica em relação àquilo que está pronto. A resposta correta perde o seu valor se o processo que levou o solucionador a ela não for enfatizado e analisado. A postura do professor, como um sujeito que instiga todo o processo da Resolução de Problemas, diferencia-se das demais concepções (Diniz e Smole, 2001).
Ao analisar as concepções acima descritas, notamos que elas não se excluem e, por isso, pensamos ser necessário destacar, que neste ambiente virtual, devido a sua amplitude, a Resolução de Problemas será tratada como uma perspectiva metodológica que se correlaciona com os objetos de aprendizagens dinâmicos e estáticos, a fim de promover a aprendizagem significativa dos conceitos matemáticos.